in

Produtor de maçã deve mudar a forma da comercialização para não continuar premiando os compradores

A safra da maçã e a urgente mudança na sua comercialização

Aos poucos, o produtor de maçã conscientiza-se de que deve mudar o perverso sistema de comercialização do seu produto. Não mais é possível deixar ao arbítrio dos compradores a classificação da fruta, por amostragem, de vez que, com base nela, será fixado o preço que lhe vai ser pago, em prestações, até bi-mestrais, após o final da safra.

Acresça-se o fato de que, geralmente, o comprador não paga a maçã por ele considerada imprópria para o consumo “in natura” e destinada à industrialização. Ora, a maçã industrial, em parte separada no pomar e no momento da colheita, é adquirida, hoje, pelos seus compradores, ao preço de 27( Vinte e sete) centavos de real por quilo…

Logo, quem vende 1000 (Mil) toneladas de maçã, com 5% (Cinco por cento) de frutas tidas como industriais, perde 50 (Cinquenta) toneladas das mesmas, que se fossem vendidas ao preço mínimo de mercado, render-lhe-iam nada menos que R$13.500,00 ( Treze mil e quinhentos reais).

É muito, para quem investe na produção e corre o risco.de vê-la prejudicada.por acidentes climáticos, como a chuva de granizo ou fortes geadas extemporâneas, além de ataques de pragas, como a mancha da gala e a picada de moscas…

Assim, para não morrer, o produtor de maçã deve mudar a forma de sua comercialização, com urgência, sob pena de continuar premiando os compradores, em detrimento de seus trabalho e haveres.

Por Henrique Córdova

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

A abertura oficial da Vindima de Altitude 2019 – Em Imagens

O Carnaval dos Carnavais do Clube Astréa em imagens