Estamos novamente envolvidos em insistentes debates sobre o “aquecimento global”, que tanto nos preocupa e assusta.
Há momentos em que se faz terrorismo com as afirmações de cientistas que anunciam o breve “fim do mundo”, em meio às labaredas do incêndio por nos produzido através do fogo ateado todos dias, em todos os recantos do Planeta, com a emissão de milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
Como não cabe, aqui, até por parcimônia espacial, aprofundarmos o mencionado e urgente debate, eu, que não sou cientista e nem versado suficientemente no assunto para opinar a respeito, me limito a citar o que, pela palavra de Titânia, em “Sonho de uma noite de verão”, reportou o genial W.Shakespeare:
Titânia – Em tamanha desordem vemos as estações trocadas: do seio vibrante da virente rosa sacode a geada a cândida cabeça, enquanto sobre o queixo e nos cabelos brancos do velho inverno, por escárnio, brotam grinaldas de botões odorosos do agradável estio. A primavera, o estio,, o outono procriador e o inverno furioso as vestes habituais trocaram, de forma que o mundo, de assombrado, para identificá-los não tem meio.
A peça shakespeariana mencionada foi escrita entre 1589 e 1616…
Por Henrique Córdova





