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São Joaquim poderá ser reconhecida como a Capital dos Vinhos Finos de Altitude

O frio e a neve da cidade são a expansão para o enoturismo

Os vinhos finos e espumantes produzidos em São Joaquim, na Serra Catarinense, conquistam cada vez mais apreciadores e fama internacional. Com a força do enoturismo local, o deputado estadual Marcius Machado (PR) protocolou um Projeto de Lei, para que a cidade passe a ser reconhecida como Capital dos Vinhos Finos de Altitude.

Atualmente, o município conta com 10 vinícolas que ofertam muito mais que a degustação de vinhos, elas são enriquecidas pela riqueza natural da região.

As paisagens contam com vinhedos, montanhas, araucárias e o frio, tão querido pelos turistas. A combinação térmica, o solo, aliados à altitude que varia de 900 a 1.300 metros acima do nível do mar, permitiram produzir vinhos de qualidade.

O clima de altitude, e a distância do Oceano Atlântico, fazem com que a região seja seca no verão, mais notadamente nos meses de março, abril e maio, quando se completa a maturação das uvas.

A pós graduanda em tecnologia de bebidas Victória Schelbauer explica que o clima seco diminui a incidência de doenças, principalmente as originadas por fungos, permitindo que a maturação se complete sem a necessidade de tratamentos com produtos agrotóxicos ou orgânicos.

“O efeito mais importante da altitude é alongar o tempo de maturação das uvas, empurrando este ciclo para os meses mais secos e ensolarados do ano. Assim, a incidência da luz solar nos cachos e nas folhas proporciona uma completa maturação”, diz.

Devido às várias qualidades encontradas na região, o deputado Marcius argumenta que São Joaquim já uma capital turística a nível nacional. “O PL agregará ainda mais reconhecimento turístico para a região, pois, atualmente, já é visada como o destino perfeito para se ver neve e como o maior produtor de maçã do Brasil. Os vinhos fabricados na nossa terra já ganham prêmios nacionais e internacionais”, explica.

As temperaturas negativas da Serra são aquecidas com os vinhos de qualidade, pois, um dos efeitos da altitude é que, mesmo com uvas bem maduras, a acidez é elevada, fator no tripé acidez-álcool-estrutura, contribuindo para a excelente aceitação destes vinhos.

Com a nomeação, o turista irá se recordar da degustação dos vinhos produzidos na região e da paisagem fotografada pelos olhos, seja enquanto vê o pôr-do-sol, anda de bicicleta, ou faz um piquenique pelas vinícolas locais, roteiro completo.

Por Mirella Guedes | Foto: Davi Spuldaro/CVI

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