Sustentabilidade nas empresas em tempos de Coronavírus: conheça os desafios

As medidas de isolamento social adotadas em de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi fundamental para conter espalhamento acelerado do coronavírus, mas transformou drasticamente as dinâmicas sociais pelo mundo em um curto intervalo de tempo.

Aqueles que não trabalham com atividades essenciais estão passando mais tempo em casa, consumindo o que precisam remotamente e, consequentemente, aumentando a produção de lixo doméstico. Segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) projeta que este período poderá causar um aumento de 15% a 20% na produção de resíduos sólidos domésticos.

Já os hospitais e serviços de saúde terão um impacto ainda maior na produção de lixo: as quantidades habituais podem passar por um crescimento de 10 a 20 vezes maior em virtude da pandemia e a alta demanda de pacientes em estado crítico.

Embora essas mudanças sejam temporárias, os impactos ambientais são de médio e longo prazo. Embalagens e sacolas plásticas podem levar até 100 anos para se decompor na natureza. Ainda é difícil mensurar quanto tempo será necessário para decomposição de máscaras, luvas de borrachas e outros equipamentos de proteção que passaram a fazer parte da rotina de higiene de diversos serviços e atividades cotidianas.

Veja como as empresas podem colaborar para reduzir a emissão de resíduos e ajudar o planeta com atitudes mais sustentáveis durante e após a pandemia.

Recomendações para diminuir o impacto ambiental

Mesmo em tempos de pandemia, algumas empresas, principalmente as que são consideradas de serviços de abastecimento, estão trabalhando a todo vapor para evitar o desabastecimento e a quebra da cadeia produtiva. Segue algumas recomendações simples para se devolver em plena capacidade sem agredir o meio ambiente:

– Política Nacional de Resíduos Sólidos: a PNRS, (lei Federal nº 12.305/2010 do Ministério do Meio Ambiente já dispõe das diretrizes e ferramentas necessárias para as empresas (assim como poderes públicos e sociedade civil) lidarem com a redução dos resíduos sólidos de acordo com as leis ambientais. O documento explica quais são empresas que devem adotar o gerenciamento de resíduos sólidos para sua atividade específica.

Essas ações podem ser implantadas com a ajuda de softwares de gestão, como a plataforma desenvolvida pela startup VG Resíduos, recentemente classificada com a Certificação B de Avaliação de Impacto. A ferramenta permite que empresas de todos os portes estejam atualizadas com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e otimizem as etapas de produção no gerenciamento de resíduos de seu negócio.

– Redução de plásticos: o plástico segue como um dos maiores vilões da natureza, já que sua composição química o tornou um material extremamente barato e altamente resistente, o que faz que ele demore até 100 anos para se decompor. Procure embalagens biodegradáveis, como papel, papelão, fibras vegetais, ou recicláveis como o vidro e alumínio. Estimule a população corporativa a fazer uso dos mesmos materiais em vez dos descartáveis.

– Consumo consciente de água: a disponibilidade de água potável é fundamental para o combate ao coronavírus. Não é incomum que reservatórios de todo o Brasil apresenta níveis críticos durante as estiagens de inverno. Por isso, reveja as tubulações, verifique vazamentos e estude a possibilidade de adotar sistemas de reuso de água para atividades de limpeza e instale limitadores de vazão em torneiras

– Trabalho remoto: caso o modelo de negócio permita, estude implementar o sistema de trabalho remoto, ou home office, entre as equipes. Além de reduzir as emissões de gás carbônico gerado no transporte dos funcionários que percorrem grandes distâncias para ir até à empresa, há uma economia de energia elétrica, água e suprimentos na estrutura da empresa.

– Eficiência energética: mantenha a manutenção de equipamentos e maquinários para que trabalhem da forma mais econômica possível. Estude a implementação de fontes de luz mais econômicas, como LED e aproveite ao máximo a luz natural do dia. Sensores de presença ajudam a desligar as lâmpadas quando qualquer espaço estiver em desuso e evita desperdícios.

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