Alerta: As chances de se contaminar em uma simples viagem de bate e volta

Foto reprodução Shutterstock

Ir de carro para o interior ou para a praia para passar o feriado ou o final de semana traz muito mais riscos do que você imagina.

Por causa do coronavírus, a Organização Mundial de Saúde, OMS, recomenda fazer o isolamento social e sair de casa apenas quando é necessário. Mas com o decreto do feriado de seis dias na cidade de São Paulo, muitos quebraram a quarentena e foram para chácaras e casas de praia para uma viagem ou um  bate e volta .

Apesar de parecer seguro, já que muitos pensam que é apenar sair de casa e dirigir até a casa de praia ou de campo, a viagem bate e volta não é tão livre da chance de transmissão assim.

Desde de usar o elevador para chegar à garagem até o destino, há uma série de possíveis pontos de contaminação. “Desde São Paulo até o litoral, ela passou pelo elevador do prédio e já se expôs. A cada parada até chegar no destino final, a pessoa pode se contaminar e transmitir a doença”, fala médica infectologista Elisabeth Dotti. 

Muitas vezes é preciso parar para abastecer, comprar uma água na loja de conveniência e há até que faça uma pausa na casa de alguém pelo caminho. Sabemos que o novo coronavírus sobrevive por dias em algumas superfícies , basta tocar em um local contaminado e lavar a mão à boca, por exemplo, que há grandes chances de contrair o vírus. 

“As partículas do vírus ficam no metal, ficam no ar, ficam em todos os lugares por um bom tempo. A chance de se contaminar é real, não há como fazer uma viagem segura”, ressalta a infectologista.

Até no pedágio há riscos. Todos os funcionários estão trabalhando, como lembra Elisabeth, com os equipamentos de segurança, os EPIs. Ainda assim, se o motorista estiver qualquer proteção e pegar uma nota de dinheiro contaminada, está em risco. A chance é pequena, mas ainda existe. 

Mas tem gente que pode pensar: vou seguir direto até o destino, sem paradas e fiz toda a higiene antes de entrar no meu carro. Está tudo bem, então? Não. Ainda há o risco de transmissão e de contaminação mesmo se não fizer paradas no caminho. “Ao chegar na cidade, há a necessidade de fazer compras no mercado, por exemplo. Esse encontro de pessoas pode transmitir a doença”, afirma Elisabeth.

Outro argumento é dizer que fazer compras no mercado é algo essencial, independente de uma viagem. Mas ao se deslocar, há a chance de levar o vírus para outros lugares – por isso é recomendado o isolamento social. “Apesar de tentar evitar o colapso na saúde da cidade de São Paulo, o desrespeito com o isolamento social pode gerar um aumento de casos no litoral e o colapso da saúde na região”, ressalta a infectologista.

Comportamento dentro do carro também influencia

Ainda há quem pense que porque está viajando em seu carro, com pessoas que estavam em isolamento com você ou sozinho, não precisa se proteger. Com isso, pode deixar a máscara de lado, o que é mais erro. “As partículas do vírus duram por quase 40 minutos no ar e mesmo no carro, você pode se contaminar se estiver com o vidro aberto e sem a máscara”, afirma a médica. 

Com informações Turismo Ig

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