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Queimadas irregulares causam danos ao sistema elétrico

sjonline
Última atualização: 3 de setembro de 2020 14:24
sjonline
4 min de leitura
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A energia elétrica percorre um longo caminho de torres e cabos de transmissão ao sair das usinas de geração até chegar ao seu destino. Durante a época da seca no Brasil (de maio a novembro), esses equipamentos ficam expostos ao risco trazido pelo aumento do número de queimadas irregulares e de focos de incêndio. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tais ocorrências estão entre as principais causas de desligamentos na transmissão de energia no país, durante esses meses.

Em Santa Catarina o cenário não é diferente e, geralmente, a região mais atingida é o Planalto Serrano. “Além dos impactos ambientais conhecidos, as queimadas trazem transtornos para a população rural, em consequência da interrupção no fornecimento de energia elétrica. Os recursos que poderiam ser investidos para melhor atender as comunidades, também acabam sendo utilizados para substituir postes queimados. A questão da segurança é outro fator importante a ser considerado, pois cada poste derrubado provoca rompimento de condutores energizados e pode oferecer riscos às vidas humana e silvestre”, afirma o gerente do Núcleo Planalto da Celesc, Gladimir Jeremias.

Os desligamentos forçados causados por queimadas irregulares podem ser de curta duração, conhecidos como “piscas”, ou de longa duração. Entretanto, mesmo os desligamentos de poucos segundos prejudicam a linha de produção das indústrias, as escolas, os pacientes em hospitais e as pessoas que sobrevivem com o uso, em casa, de equipamentos elétricos em tempo integral (eletrodependentes). Além disso, a fumaça decorrente dos incêndios diminui a visibilidade da pista e pode trazer riscos à segurança de motoristas.

Para evitar esses danos, basta adotar medidas simples, como:

– Não fazer queimadas irregulares para limpar pastagem ou plantio agrícola;

– Apagar as pontas de cigarro antes de jogá-las em lixeiras. Não jogar cigarros ou fósforos à beira de estradas ou perto de campos e florestas;

– Manter terrenos limpos, fazer aceiros ao redor de casas, currais, celeiros e outras construções e mantê-los roçados;

– Não deixar restos de cortes de árvores, plantações ou pastagens acumuladas na beira da estrada para que não sejam incendiados;

– Não queimar o lixo doméstico;

– Não acender fogueiras perto da vegetação;

– Não soltar balões;

– No caso de sinal de fumaça ou foco de incêndio, avisar imediatamente os bombeiros pelo telefone 193.

Para mais informações acesse http://www.aneel.gov.br/campanha-queimadas e http://www.aneel.gov.br/campanha-incendios

Alternativas às queimadas irregulares no campo

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a longo prazo o efeito de atear fogo na pastagem cultivada é desastroso, tanto para a pastagem (já que o fogo mata os microorganismos do solo), quanto para o bolso do pecuarista. Uma alternativa financeiramente mais interessante ao produtor seria transformar o capim seco em feno ou silagem para alimentar o rebanho ou, caso não seja possível, optar pela suplementação com ureia.

Outras opções apontadas pelo órgão para evitar as queimadas são: diversificação das espécies de forrageiras, divisão de invernadas, consorciação com leguminosas, banco de proteínas, adubação de formação e manutenção, fazer aceiros e, no que diz respeito ao rebanho, equilibrar a taxa de lotação e fazer rotação de pastagem com intervalo de, pelo menos, 30 dias para eliminar os parasitas.

Por Rafael Vieira de Araujo e Heda Wenzel

 

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