O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Desiderium na cidade de Lages, na Serra Catarinense. A investigação apura um esquema em que um agente político teria constrangido um servidor público para obter vantagens pessoais e custear despesas particulares.
A ação visa estancar um suposto abuso de autoridade e o desvio de função na administração pública da região serrana.
Servidor era constrangido para bancar despesas privadas
Conforme informações repassadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o agente político utilizou de sua posição hierárquica e da estrutura da máquina pública para coagir o servidor a realizar tarefas alheias às suas atribuições funcionais.
Além de exigir o cumprimento de “atos estranhos” ao cargo, a investigação aponta que a vítima era submetida a mecanismos de controle e subordinação que extrapolavam os limites legais da relação administrativa, tudo para satisfazer interesses privados do investigado.
Busca e apreensão para apurar prejuízo aos cofres públicos
Para aprofundar as apurações, o Gaeco cumpriu três mandados de busca e apreensão em Lages. O material recolhido passará por perícia técnica.
Os promotores buscam esclarecer três pontos centrais do caso:
- A dinâmica exata das coações e desvios;
- Quem foram os efetivos beneficiários das condutas irregulares;
- A extensão dos prejuízos eventualmente causados ao patrimônio público.
A identidade do agente político envolvido e os locais das buscas são mantidos sob sigilo pelas autoridades responsáveis pela operação.