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Início » Política » Retirada da vacina contra febre aftosa de outros estados preocupa Santa Catarina

Política

Retirada da vacina contra febre aftosa de outros estados preocupa Santa Catarina

sjonline
Última atualização: 22 de fevereiro de 2019 08:26
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4 min de leitura
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A sanidade animal é assunto estratégico para Santa Catarina e a antecipação de 2021 para meados de 2019 da retirada da vacinação contra a febre aftosa pelo Paraná preocupa Santa Catarina, disse o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa. Ele participou da reunião da Câmara da Agroindústria da FIESC, realizada nesta quinta-feira, dia 21, em Florianópolis. Este foi o primeiro encontro conduzido pela nova presidente da Câmara, Irani Pamplona Peters, que sucede o industrial Mario Lanznaster.

O secretário se refere à execução do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê que a suspensão gradativa da vacinação contra febre aftosa no Brasil, começando pelo Paraná já em 2019. A expectativa é de que em 2023, o Brasil seja reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como país livre de febre aftosa sem vacinação. Mesmo status conquistado por Santa Catarina em 2007.

 “Vamos passar por um momento delicado esse ano. Particularmente, entendo que outros estados ainda não estão preparados para a retirada da vacina. Depois de reconhecidos pelo Ministério da Agricultura, levamos 14 anos para sermos reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, disse Gouvêa.

A retirada da vacinação em outros estados irá demandar uma atenção ainda maior da defesa agropecuária catarinense. Atualmente, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além disso, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados, sendo proibida a entrada de bovinos provenientes de outros estados.

 “Um ponto que é fundamental e tenho colocado no Ministério da Agricultura é que temos que discutir melhor esse assunto. Todo o planejamento nacional não contempla uma forma de comprovar a origem dos animais. E esse foi o requisito básico para Santa Catarina receber o certificado da OIE. É algo que nos preocupa muito”, explicou. O secretário afirmou ainda que o estado pode elaborar uma lei permitindo apenas a entrada de animais com origem comprovada em Santa Catarina.

“O tema sanidade animal é muito importante, uma vez que somos um estado livre sem vacinação. Isso é um certificado de muitos anos. Estado, empresas e diversas entidades trabalharam em conjunto e temos que continuar para não perder a certificação”, reforçou a presidente Irani Pamplona.

Santa Catarina manterá certificação independente do restante do país

O Governo do Estado de Santa Catarina, iniciativa privada e produtores rurais já apresentaram ao Ministério da Agricultura a proposta de que o estado se mantenha com a certificação independente do restante do país.  A separação de Santa Catarina garante que, por exemplo, em caso de ocorrência de febre aftosa em outro estado, a certificação internacional catarinense não seja afetada. Nessa situação, o estado continuaria autorizado a exportar os produtos de origem animal porque se manterá como uma zona a parte do restante do país.

Status sanitário diferenciado

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Após o reconhecimento internacional, o estado se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais competitivos do mundo. Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como China, Hong Kong, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

 

Por Ana Ceron | Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

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