Destino – Por Henrique Córdova

Foi?
Não é mais,
É como se nunca tivesse sido,
Senão, de geração em geração,
Cada vez menos.
É presença viva,
Viva e feliz, na memória dos agraciados com a bondade,
Duradoura, conforme a intensidade do amor infundido,
Fugaz, enquanto passagem incolor, sem perfume e fria.
É o paladino da luz e a vítima do fogo,
Da luz, que esmaece de geração em geração,
Na memória dos descendentes;
Vítimas do fogo, do fogo na memória dos que sofrem.
A cruel dor dos seus atos,
Que, alongados, permanecem.
Já não sente e não percebe,
Não goza e não sofre…
É sentido, é percebido;
Faz sofrer aos com quem foi feliz
E não podem gozar os que infelizes fez ,..

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