Ajuda-me, por favor… – Por Henrique Córdova

Ouvi uma notícia a respeito da captação de poupança popular pela Caixa Econômica Federal que, primeiro, me impressionou e, segundo, me deixou perplexo.
A notícia era a de que o montante da poupança captado ultrapassara à estratosférica cifra de R$1.000.000.000,00 (Hum trilhão de Reais} e que o auspicioso fato ocorreu em face das librações bilionárias de parcelas do “auxílio emergencial “, pelo Governo Federal, em favor dos necessitados, uns deles por haverem perdido o emprego, outros por não poderem exercer suas atividades em razão da pandemia e outros – os “invisíveis”- que se enquadraram nas condições exigidas para o recebimento da verba pública.
Sempre pensei que o denominado “auxílio emergencial” se destinasse à alimentação básica dos destinatários e nunca imaginei que servisse para iniciar ou engordar uma poupança, quando todos os recursos públicos disponíveis deveriam ser gastos no combate à pandemia…
Será que devemos entender que a poupança é um meio de combate ao vírus ou de precaver os possíveis infectados da carência de recursos financeiros para o provimento de despesas inesperadas? “Todo puede ser”, diria Cervantes…
Mas, dadas as circunstâncias, não consigo entender como o dinheiro liberado em favor dos extremamente necessitados tenha desembocado na “Caderneta de Poupança” da CEF, instituição financeira oficial encarregada de liberar os recursos… Alguém, por generosidade, pode me ajudar-me a entender o fato?

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