A médica Gilma de Fátima, do município de Oliveira, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, levou um susto ao receber uma encomenda na tarde de segunda-feira (26). Presa ao pacote, estava uma cobra, que segundo ela, aparentava ser um filhote.
“Foi um susto horrível. Estou até agora em choque. Minha secretária chegou a colocar o pacote debaixo dos braços. Poderíamos ter sido picadas. Outra questão é que, a cobra era um filhote, então, de onde saiu essa podem ter outras”, disse.
“Eu me aproximei com o rosto para cortar o durex, então poderia ter sido picada. Foi um risco grande”.
A médica e o marido conseguiram colocar a cobra em um recipiente e a soltaram em uma área de mata.
O biólogo e doutor em zoologia Henrique Costa, explicou que a cobra encontrada pela médica se trata de uma falsa cobra-coral.
Independente do tipo de cobra, Henrique destacou que é importante procurar um profissional adequado para fazer a retirada desse animal do local.
“A recomendação é que ser for avistado uma cobra coral nunca manusear e chamar o Ibama, Corpo de Bombeiros ou Polícia Ambiental, quem for responsável na cidade para fazer a captura segura deste animal. A gente recomenda não matar o animal, afinal são animais silvestres”, concluiu.
O que fazer?
É preciso ficar atento para saber se a cobra encontrada é uma coral-verdadeira ou uma falsa-coral. A primeira é peçonhenta e provoca sérios riscos quando ataca humanos. Já a falsa não é peçonhenta e não está envolvida com acidentes graves, mas ainda oferece risco ao humano.
Com informações: G1


