Floripa Airport foi o primeiro no país a ter teste. Segundo Ministério da Infraestrutura, projeto permite checar e validar identidade dos passageiros a partir de cruzamento de dados.
Passageiros de um voo que saiu do aeroporto de Florianópolis foram os primeiros no país a embarcarem apenas com reconhecimento facial, sem precisarem apresentar documentos, em um teste realizado na tarde desta quinta-feira (8) pelo Ministério da Infraestrutura e pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa de tecnologia do governo.
O objetivo é tornar os processos de embarques mais ágeis e as viagens mais seguras. Já existe no mercado o reconhecimento facial para identificar passageiros e para embarque automático, mas segundo o Ministério, aina não havia um sistema unificado para checar e validar a identidade do passageiro “com rapidez e segurança, a partir do cruzamento com diferentes bases de dados governamentais”.
A capital catarinense foi escolhida para teste do projeto piloto do novo sistema brasileiro de embarque em aeroportos porque o Floripa Airport já possui a tecnologia necessária, conforme o Ministério.
O teste foi realizado com 12 passageiros voluntários de um único voo. Alguns precisaram tirar a máscara de proteção contra a Covid-19 para efetuar o reconhecimento, que foi realizado na entrada da área de embarque e depois, no portão.
Como funciona?
O processo de identificação do passageiro começa ainda no check-in, segundo o gestor do projeto no Serpro, Luciano de Souza Cunha.
“O passageiro ao fazer o check-in, a gente vai capturar uma foto dele, a biometria, junto com o CPF, e iremos validar aquele dado e a foto junto à base governamental. Após ter validação daquele passageiro perante o governo, ele está apto a embarcar sem necessidade de apresentar documentação. A gente gasta em torno de dois ou três segundos para fazer a validação”, explicou.
Atualmente, para o projeto piloto, apenas a base da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está sendo usada, mas em breve, segundo o Ministério, outras bases de dados devem ser incorporadas ao sistema.
A segurança sanitária também deve ser maior com este novo sistema porque diminui o contato do passageio com outras pessoas, além de possibilitar rastreamento de possíveis viajantes infetado, segundo o Ministério da Infraestrutura.
Essa também é a avaliação do Ceo da empresa que administra o Floripa Airport, Ricardo Gesse. “A indústria da aviação vem se movimentando há muito tempo para deixar os processos mais fluídos e agora, com a questão da pandemia, muitas ações estão sendo tomadas para minimizar os contatos”, disse.
Ampliação para o país
Em um mês, novos testes devem ser feitos no aeroporto da capital de Santa Catarina. A expectativa do Ministério da Infraestrutura é realizar mais testes em outros aeroportos e implantar a tecnologia de forma definitiva quando essa solução for aprovada.
Ela pode ser implementada a partir de dezembro no Floripa Airport e em todos os aeroportos do país, o sistema pode levar até 3 anos para ser totalmente implantado.
“Com o projeto Embarque Seguro, as autoridades públicas brasileiras passam a ser responsáveis pela checagem das informações dos passageiros, a partir do cruzamento da biometria e dos dados na base do sistema, e não mais o funcionário da companhia aérea na hora do embarque na aeronave”, informou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, através da assessoria da pasta.
Informações NSC


