São Joaquim promove capacitação em ABA para atendimento de crianças com TEA; Inclusão e neurodesenvolvimento

Casa da Cultura sediou treinamento: Curso de Análise do Comportamento Aplicada (ABA), o qual reuniu profissionais da saúde e educação do município, onde receberam formação focada no Transtorno do Espectro Autista

A Casa da Cultura de São Joaquim recebeu nesta segunda-feira (18) uma formação voltada à Análise do Comportamento Aplicada (ABA), reunindo cerca de 50 profissionais das áreas da saúde, educação e assistência social. O objetivo do curso é capacitar os participantes para atuação no atendimento de crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento, especialmente o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com Vandréia Oliveira, a formação acontece entre os meses de março e outubro e busca preparar os profissionais para identificar sinais diagnósticos, realizar intervenções precoces e desenvolver estratégias de manejo de comportamentos desafiadores, além de fortalecer a inclusão no ambiente escolar.


“Hoje também estamos com os profissionais de apoio da rede municipal de educação participando como ouvintes. A nossa demanda não envolve apenas crianças com TEA, mas também outras crianças que apresentam transtornos do neurodesenvolvimento. O objetivo é capacitar os profissionais para atender melhor a comunidade”, destacou.
Segundo Vandréia, atualmente a rede municipal de ensino conta com 90 crianças diagnosticadas com TEA. Considerando outros transtornos do neurodesenvolvimento, o número se aproxima de 200 alunos apenas na rede municipal.


Ela explicou ainda que a Secretaria de Saúde está realizando um levantamento municipal por meio da emissão da carteira de identificação para pessoas com TEA, disponível nos postos de saúde do município. O trabalho ocorre em paralelo a um censo municipal que busca ampliar os dados sobre a realidade local.
“Não são apenas crianças da rede municipal. Pais de alunos da rede estadual, particular e também adultos podem procurar o posto de saúde para realizar o cadastro e obter a carteirinha”, afirmou.

Vandréia também ressaltou o aumento dos casos de diagnóstico tardio em adultos, situação percebida principalmente a partir da busca de diagnóstico para os próprios filhos.

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