Pela raia do meio,
Guiada pelo certo companheiro,
Sem qualquer receio,
Cumpriu galhardamente o roteiro.
Bela mãe,
Boneca madura,
Que o tempo não tocou,
Vigorosa deusa modelada em vento,
Passos que o cérebro mediu
E seu coração executou,
Sempre lhe insuflaram novo alento.
Da veste verde e amarela,
Brota linda joia de fino e polido ébano,
Em que se abre a janela,
Donde flui alegria a banir o desengano.
Arfa o peito por entre-vistos e formosos seios,
A realçar o puro e nu vale,
Gravado na memória,
Onde milhões de transeuntes e seus anseios,
Verão brilhar em ouro
O signo da suprema glória.


