Morena – Por Henrique Córdova

Aos olhos do mundo, morena, são tantos
Os teus sensuais, humanos encantos,
Que, não vistos, em todos os cantos,
Provocam, em muitos, copiosos prantos.

Teu colo despido de ricas jóias.
À luz das cristalinas claraboias,
Sustenta faces de selvagem beleza,
E espanta, sempre, a finita tristeza.

Braços longos, torneados e elegantes,
Fazem, teus fieis seguidores, ofegantes,
Na busca constante do possível abraço,
Que, prometes, será como um forte laço.

Em teu jardim de infinitos instantes gozosos,
Harpejam, sedutoras, as belas ninfas insinuantes,
Para atrair, pressurosas, os atores formosos,
Com os intensos olhares de incansáveis amantes

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