Quem não sente saudades da velha Kombi? Um dos maiores cases de sucesso no mundo automotivo sempre remete a boas lembranças, saudosismo, nostalgia, que causam alegria e emoção em doses equivalentes de quem já foi a bordo da velha senhora Kombi, que já carregou tantas famílias, grupo de amigos, bandas e serviu até de casa para o povo itinerante. E para muitos ela ainda é companheira para todas as horas, presente seja no dia a dia de trabalhadores e nos momentos de lazer de muitas famílias Brasileiras. Por ser multifuncional.
A Kombi é um símbolo da história econômica e social de nosso país. Muitos comerciantes usavam o veículo todos os dias. E nos fins de semana, reuniam a vizinhança e todos iam de Kombi à missa. Muitos aprenderam a dirigir foi com ela.
Quantas famílias que íam com a velha kombi no verão, acampar na praia. Na década de 1970, muitos adolescentes, ouviam Raul Seixas e os Secos e Molhados, banda que fez muito sucesso com Ney Matogrosso e sua trupe.
Era uma época,em que as barracas de camping eram novidade, estavam caindo no gosto popular. Na temporada de verão, as areias das praias ficavam repletas de barracas multicoloridas armadas ao longo da extensa faixa de areia.
E óbvio uma Kombi. Além da barraca e dos apetrechos de acampamento, das bolsas com roupas, comidas, louças e tudo o mais, iam, quase a família toda, tios , primos então imagine, era uma verdadeira festa dentro da inesquecível Kombi, que nunca nos deixava ninguem na mão.
Além, é claro, de toda a bagagem que era retirada de dentro dela e do bagageiro fixado no teto.
À noite, a velha Kombi azul servia de dormitório. Os bancos traseiros do meio eram retirados para dar mais espaço para as crianças deitarem.
Muitos dizem que Kombi é ultrapassada, etc., mas nenhum veículo é similar em tamanho e capacidade de carga… ou são maiores que a Kombi, e não conseguem entrar em alguns lugares, ou são menores e não tem a mesma capacidade de carga, ela é ideal, para muitos, pois carrega equipamentos e pessoas, e não tem praticamente nenhum substituto decente até agora.
Sua Origem
Foi fabricada em São Bernardo do Campo desde 1957 (antes disso, era importada e montada pela Brasmotor), a Kombi só não sobreviveu a 2014 pela entrada em vigor da lei que obriga todo veículo nacional a ser equipado com airbags e freios ABS, cuja adaptação à Kombi foi considerada inviável. Há quem diga que passou da hora, mas isso não importa.
O que importa é que, depois de mais de meio século de serviços prestados, a Kombi, sem dúvida, faz parte da cultura popular mundial. Apesar de ter nascido como utilitário, ela é bem mais do que isso — bem mais que um veículo, até: é uma personagem na vida de muita gente (assim como o Fusca), símbolo da cultura hippie, do Woodstock, da liberdade. Serviu como meio de transporte, como ganha-pão, como hobby. Agora, seu ciclo está selado.


