Vírus da poliomielite é encontrado no esgoto de Londres e gera alerta

De acordo com a UKHSA, o vírus foi trazido por algum indivíduo vacinado no exterior com a vacina oral viva | Reprodução/ Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do Reino Unido anunciou nesta semana ter detectado um número preocupante do vírus que causa a poliomielite no esgoto da capital de Londres. De acordo com a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), o vírus foi trazido por algum indivíduo vacinado no exterior com a vacina oral viva contra a poliomielite (OPV).

Ainda de acordo com a UKHSA é normal que 1 a 3 poliovírus “semelhantes à vacina” sejam detectados a cada ano em amostras de esgoto do Reino Unido, mas há evidências de transmissão comunitária, e o vírus agora é classificado como um “poliovírus tipo 2 ‘derivado de vacina’ (VDPV2), que em raras ocasiões pode causar doenças graves, como paralisia, em pessoas que não estão totalmente vacinadas.”

O último caso de pólio selvagem contraído no Reino Unido foi confirmado em 1984 e o país foi declarado livre da pólio em 2003.

No entanto, ainda não há motivos para pânico, segundo a consultora epidemiologica da UKHSA, Vanessa Saliba, que afirma que o poliovírus derivado da vacina é raro e o risco para o público em geral é “extremamente baixo”.

“maioria da população do Reino Unido estará protegida da vacinação na infância, mas em algumas comunidades com baixa cobertura vacinal, os indivíduos podem permanecer em risco. Estamos investigando urgentemente para entender melhor a extensão dessa transmissão e o NHS foi solicitado a relatar rapidamente quaisquer casos suspeitos ao UKHSA, embora nenhum caso tenha sido relatado ou confirmado até agora.”

O Reino Unido é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como livre da pólio, com baixo risco de transmissão da pólio devido ao alto nível de cobertura vacinal em toda a população. No entanto, a cobertura vacinal para vacinas infantis diminuiu nacionalmente e especialmente em partes de Londres nos últimos anos, principalmente por conta da pandemia. 

A vigilância de águas residuais está sendo expandida para avaliar a extensão da transmissão e identificar áreas locais para ação direcionada. Os profissionais de saúde foram alertados para esses achados para que possam investigar e relatar qualquer pessoa que apresente sintomas que possam ser poliomielite, como paralisia.

Fonte: SBT

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