De Aristóteles – Por Henrique Córdova

Em “Ética a Nicômaco”, o grande filósofo, discorrendo sobre a amizade, pondera:
– Mas a amizade que se baseia na utilidade é repleta de queixas; porquanto, como cada um se utiliza do outro em seu próprio benefício, sempre querem lucrar na transação, e pensam que saíram prejudicados e censuram os seus amigos porque não recebem tudo quanto necessitam e merecem; e os que fazem bem a outros não podem ajudá-los tanto quanto eles querem (Ética a Nicomaco, Livro VIII, 13).

Sobre o fim da vida humana, Aristóteles diz:

  • Agora que terminamos de falar das virtudes, das formas de amizade e das variedades de prazer, resta discutir em linhas gerais a natureza da felicidade visto afirmarmos que ela é o fim da natureza humana. Mas ninguém considera o escravo partícipe da felicidade – a não ser que também o considere partícipe da vida humana. Com efeito, a felicidade não reside em tais ocupações, mas, como já dissemos, nas atividades virtuosas.

Como vimos, Aristóteles, para espanto de muitos, não só justificava a escravidão, mas não considerava humanos os escravos e nem virtuosas as suas ações.
Por mais poderosos que sejam os intelectos e por profunda que seja a sabedoria, aqueles e esta estão sujeitos a erros, às vezes clamorosos…

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.