Dança no gelo – Por Henrique Córdova

De preto, alto, esguio e flexível,
Ao som de categórico ritmo flamengo,
O bailarino, sobre patins, deslizou,
Em quadrangular espelho de gelo,
A arte dos movimentos corporais.

Em rosa, e curto saiote,
A princesa da dança,
A boneca viva,
Com sorriso contagiante,
Descreveu,
Em saltos e rodopios perfeitos,
A inesquecível canção do passado.

Em dueto,
O bailarino, atleta de preto,
E a boneca de saiote rosa,
Na sincronia regida à perfeição,
Extraíram, com graça e elegância,
A sublimação
Da turbulenta dinâmica ímpia do hoje.

Pelos aplausos dos espectadores,
A transformação dos corpos
Em leves plumas flutuantes,
Integradoras dos elementos,
Só gerou calorosas emoções.

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