Não é todo dia que se encontra uma pessoa com esta idade.
Marcelina Antunes de Oliveira é uma senhora bem-humorada, mas que devido a idade, apresenta uma audição um pouco afetada, mas não deixa de fazer seu fogo no fogão a lenha todos os dias.

Marcelina nasceu em 25 de março de 1912, natural da Localidade de Despraiado interior de São Joaquim, ainda na infância e adolescência foi picada por cobra duas vezes e sobreviveu bravamente, ela foi criada pelos tios, seus pais biológicos são desconhecidos não podendo afirmar sua origem. Morou por muitos anos em um local conhecido como São Paulo Velho de onde partia a pé para a cidade toda semana. Sua família disse que ela era amiga de infância da Menina Custódia.

Casada com Orgel Angelo Padilha (in memória), mãe de oito filhos teve um casal de filhos levados por vizinhos na década de 1950 e nunca mais foram vistos. Ela saiu do sítio e veio para a cidade há aproximadamente 30 anos, dona Marcelina reside na Rua Ismênia Palma Nunes no Bairro Bela vista onde duas de suas filhas também moram nas redondezas e são responsáveis pela sua alimentação regada de frutas e comidas leves.

“Fico feliz e também triste e ao mesmo tempo preocupada, temos que atender ela como se fosse uma criança, não tem explicação ter uma mãe desta idade em tempos de hoje que as pessoas têm uma expectativa de vida bem menor,” Disse Valdeci
“É um orgulho, fico grato por ter a convivência de uma avó, hoje poucas pessoas da minha idade têm esta experiência, é muito gratificante, agora ela não está mais tão lucida, mas na minha infância vinha para a casa dela ouvir os causos que ela e o falecido vô contavam,” Declarou Ronaldo



salve tia